Vampires Diaries RPG
Se perca em um mundo desconhecido, cheio de mistérios, magias e perigos. Uma pacata cidade que esconde em suas avenidas histórias inimagináveis. Onde a morte, que outrora era a única certeza da vida, se torna tão duvidosa quanto os pensamentos distintos que todos escondem em seu subconsciente. Seres sobrenaturais vagam naturalmente no meio dos humanos, em uma rotina nada normal. E segredos são descobertos a cada instante.
Venha conhecer a cidade mais surreal dos Estados Unidos, Mystic Falls.

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Valerie B. Chaucey

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MensagemAssunto: Valerie B. Chaucey Seg 3 Mar 2014 - 15:34

Missão
 
Tudo o que nós precisamos é sangue!
 
Todos os meus ossos tremiam, estava encolhida em um canto da casa, revivendo em parte minhas horas de transição. Me sentia sedenta, meu corpo clamava por sangue de maneira tão forte que por pouco não comecei a gritar. A luz do fim da tarde entrava por uma das frestas das muitas cortinas, que agora se encontravam fechadas, e eu precisava sair, o mais rápido possível, ou enlouqueceria. Me erguer sobre os joelhos foi um verdadeiro desafio, encontrei meu celular sobre o sofá, nele o aviso de cinco ligações perdidas, e duas mensagens, ambas eram de Valentinne, a primeira dizia:

''Não sei o que está havendo, mas deduzo que você também esteja passando por isso, sinto que vou morrer a qualquer momento, meu estoque de bolsas de sangue acabou, e minha garganta ainda queima. Me ligue assim que ler, eu imploro.''


Fiquei ainda mais preocupada, talvez devesse ir ao encontro de minha irmã, abri então a segunda mensagem, que era um pouco mais tranquila. 

''Anthony chegou a pouco, ele se encontra nas mesmas condições que eu, diz que os amigos saíram da cidade pra caçar, segundo as informações dele isso é um efeito da lua de sangue. Mande notícias. ''

Pisque duas vezes, Lua de Sangue... é claro! Meus dedos estavam trêmulos, enquanto eu digitava: ''Estou a beira da loucura, porém ainda viva, se cuide. '' Me arrastei até meu quarto, tentando respirar lentamente, minha cabeça latejava...eu precisava me alimentar de novo. Em um ímpeto arremessei minha escrivaninha contra uma das portas do guarda-roupas, se tivesse sorte o porteiro do edifício viria verificar a origem do barulho, comida entregue na porta. Não tinha parado para contar quantas vítimas eu já acumulava só naquele dia, muitas. Meu calvário começou logo cedo, enquanto abastecia meu carro e era alvo de cantadas baratas de dois cretinos bêbados. Minha vontade era matá-los ali mesmo na vista de boa parte da cidade, mas ao invés disso, apenas lhes dei atenção, usando meu melhor sorriso de flerte. Logo eles aceitaram meu convite para uma ''festinha''. Os matei dentro do meu carro enquanto estava parada no último sinal da avenida principal de Mystic Falls. 
Valentinne com certeza reprovaria isso, mas nada importava tanto quanto saciar meu desejo. Depois de me livrar dos corpos, segui para casa, onde por mais que tentasse pensar em outra coisa, tinha minha mente tomada pela necessidade de ter o sangue escorrendo pela minha garganta. Duas horas, apenas duas horas depois de matar os dois homens, eu estava de volta as ruas, entrando nas lojinhas mais afastadas da cidade e bares suspeitos em suas proximidades, assassinei duas balconistas, drenando todo o sangue delas e jogando seus corpos no meu porta malas. Quando a tarde acabou, contavam-se oito vítimas. Me livrei dos corpos de formas diferentes, mas isso não passaria despercebido para a cidade, a polícia soltaria a notícia de uma serial killer. Me repreendi por isso, não podia chamar tanta atenção assim, era uma irresponsabilidade sem tamanho, mas eu não sabia mais o que fazer, talvez devesse estocar sangue como Valentinne fazia.  Quando terminei meu pequeno massacre, voltei para casa, voltei para a quase loucura, fechando todas as cortinas e esperando o fim da tarde como um humano esquizofrênico. 
***
Fui até o banheiro, ainda com o celular em mãos esperando notícias de Valentinne, nada. O meu reflexo era pavoroso, o cabelo desordenado os olhos borrados de maquiagem. Me ajeitei, e quando a noite finalmente caiu, joguei sobre os ombros meu sobretudo, e saí batendo a porta. Ainda parada no corredor, meu cérebro gritava ''Não é seguro sair a noite, a lua está no céu, e os lobos estão lá fora.'' Pensei em voltar, mas havia a grande necessidade. Continuei, seguindo pelas escadas, evitando o elevador cheio. A rotina de cidade pequena ficava evidente nas ruas de Mystic Falls, alguns poucos jovens saiam do cinema, casais saiam do Grill, e um deles em particular me chamou a atenção. A garota seguia sorrindo, remexendo no cabelo e contando uma história engraçada, ao seu lado, o namorado era atencioso, embora não parecesse interessado no tema da conversa. Eles seguiram até o carro, eu os acompanhei com os olhos, e quando ele deu partida no motor, minhas pernas começaram a caminhar na direção deles, eles seguiam para fora dos limites do centro, um dos bairros mais carentes, entre beco e beco, eu os acompanhei e vi quando o rapaz saltou do carro, abrindo a porta para ela, que se despediu dele com um beijo apaixonado. Ele deu partida novamente no carro e ela acenou contente, vendo-o desaparecer no fim da rua deserta. Não perdi tempo, quando ela se virou foi surpreendida com seu caminho bloqueado por mim. - Precisa de alguma coisa? - Perguntou, fiquei em silêncio por uns instantes, examinando a camada fina de grama que cobria o chão. - Você tem um namorado bonito, qual o nome dele? - Pergunto, ela fica confusa. - B-Brian...porquê? - Pergunta, ajeitando o cabelo. - Queria poder te dar a chance de vê-lo outra vez, ou ao menos de lhe dizer adeus...mas...eu estou com muita fome. - Disse entre os dentes,com os punhos cerrados, e antes que ela pudesse ficar assustada ou surpresa, avancei em seu pescoço, fácil, fácil demais. Em alguns minutos, senti seu corpo perder a vida, a essa altura, era impossível não sentir nem que fosse uma pontinha de remorso. Mas era preciso, era a minha sobrevivência. 
Precisava me livrar de mais esse corpo, senti um vento frio na base da espinha, respirei fundo e não havia mais dúvidas, havia lobos muito perto. Deixei o corpo da garota jogado na calçada, precisava sair dali, podia sentir o fedor deles no meu encalço, segui para o primeiro vestígio de mata que encontrei, levando a corrida ao meu limite, sabia que eles não tinham parado, quase podia ouvir suas patas arranhando o chão atrás de mim.  Cheguei então a uma espécie de riacho, um córrego com uma correnteza considerável. Fim da linha, me virei tentando manter a calma enquanto ouvia as bestas se aproximarem, eram pelo menos quatro delas, eu estava encurralada. Senti os galhos se espatifarem sobre suas patas, então tive a visão de suas caras, criaturas nojentas. Não identifiquei seu líder de primeira, porque logo eles estavam em posição de ataque, avançando sobre mim, uma mordida e pronto, eu estaria perdida. Me concentrei na defesa, me esquivando me suas garras e dentes como podia, em uma espécie de malabarismo pela vida. Dois deles eram bem jovens, quase inexperientes, seus golpes eram menos calculados, e ao deixarem a guarda baixa, eu consegui acertá-los facilmente na altura do abdômen os tirando da briga por uns instantes. Um deles, provavelmente o líder, me dava mais preocupação, ele era quase cruel e letal. Segui o curso do córrego até uma queda d'água, a vegetação era ridícula, rasteira e sem muitas opções de esconderijo. Os dois mais jovens vieram na minha direção primeiro, segui correndo até uma das árvores, elas tinham pouca altura, então a alcancei com apenas um pulo, alguns segundos antes de um dos lobos mais jovens chegarem até ela também. Arranquei um galho da mesma e no momento em que o lobo se lançou para cima, em minha direção, arremessei o galho contra ele o empurrando-o com o pé direito, ouvindo um uivo enquanto forçava o galho pelas entranhas do animal transmorfo. Ele caiu aparentemente sem vida, fora de combate, enquanto o outro seguia em minha direção em passos mais cautelosos, os outros dois vinham mais atrás, eu precisava pensar rápido. 
Usando o mesmo galho, atingi a cabeça do outro lobo mais jovem, o arremessando contra uma das árvores, o atrasando e me virando, correndo as cegas numa clara tentativa de fuga, me joguei pela queda d'água, sentindo meu corpo ser envolto pela água escura, nadando como um peixe, não conseguia localizar exatamente os sons dos lobos em terra, alcançando alguma distância, voltei a superfície, vendo-os ao longe procurando por mim onde eu havia caído. Voltei a desaparecer nas águas, nem por isso descansando, tinha matado um deles, isso chamaria uma vingança. Nadei, saindo das áreas arborizadas e alcançando a pequena área industrial por onde o córrego passava. Sai da água sem acreditar que tinha escapado assim, eles teriam desistido por causa do companheiro ferido? Ouvi muito sobre os laços que unem os lobisomens, laços fortes. Minhas roupas estavam encharcadas quando cheguei ao quintal de uma casinha simples, na janela, apareceu uma mulher corpulenta. - Cristo! O que houve com você menina? - Gritou para mim. - M-meu carro, er...enguiçou perto daqui. - Digo, respirando fundo. - Oh, e como você foi parar dentro daquela água poluída, criança? - Perguntou acendendo a luz. - Longa história senhora... estou com um pouco de frio, preciso usar um telefone...será que...eu poderia entrar? - Pergunto, com uma camada de inocência. - Claro, venha, pode lavar suas botas na minha cozinha...por favor, entre. - Disse, eu contive um sorriso, enquanto caminhava suavemente em direção a porta dela. - Eu...agradeço muito sua hospitalidade. - Digo, passando sem problemas por seu capacho. - Não é nada, estou fazendo uma sopa, se estiver com fome. - Disse, eu a olhei nos olhos, pensando por um minuto, olhando a casa calmamente. - Ah, acredite, eu estou com muita fome. 



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Cause baby I could build a castle out of all the bricks they threw at me,And everyday is like a battle, But every night with us is like a dream [...]Heartbreak is the national anthem, we sing it proudly. We're too busy dancing to get knocked off our feet. The best people in life are free.
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MensagemAssunto: Re: Valerie B. Chaucey Sex 21 Mar 2014 - 10:39

Avaliação


→ Interpretou bem a situação que lhe foi dada e concluiu com um bom desfecho, afinal nem sempre se termina com um combate sangrento, afinal a fuga é uma opção também.

→ Missão APROVADA. Novo nível: 8



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