Vampires Diaries RPG
Se perca em um mundo desconhecido, cheio de mistérios, magias e perigos. Uma pacata cidade que esconde em suas avenidas histórias inimagináveis. Onde a morte, que outrora era a única certeza da vida, se torna tão duvidosa quanto os pensamentos distintos que todos escondem em seu subconsciente. Seres sobrenaturais vagam naturalmente no meio dos humanos, em uma rotina nada normal. E segredos são descobertos a cada instante.
Venha conhecer a cidade mais surreal dos Estados Unidos, Mystic Falls.

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Hellioth Vendramini Pylae

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MensagemAssunto: Hellioth Vendramini Pylae Qua 5 Mar 2014 - 0:26

Missão

Nada melhor do que vingança: doce e delicada.


Respirei fundo e olhei para Logan. – Vou arranjar uma droga de anel, e será hoje! – Resmunguei irritado e revirei os meus olhos. Usava uma camisa laranja, um jeans e estava descalço. Logan ergueu as suas sobrancelhas. – Hellioth, eu posso encontrar uma bruxa pra você e... – Ele parou de falar quando virei o meu rosto de forma carrancuda. – EU SEI ME CUIDAR, LOGAN! – Gritei irritado. Apesar de ter quinze anos como um mortal, já era grande como vampiro, pelo menos era o que achava. – E-Eu... Olha, não quero brigar, Logan. Não quero ficar aqui, eu vou pra casa, talvez consiga descansar. E... Desculpa, não queria gritar. – Fiquei em silêncio e desci as escadas da casa de Logan. Talvez devesse voltar para a casa da senhora Pockwood, afinal, Victor tinha sumido e me deixado sozinho. Abri a porta e de repente, parei. O cheiro de cachorro molhado inundou as minhas narinas. – Mas que... – Estremeci. Parei de falar e ouvi alguns passos dentro da floresta que ficava na frente da casa de Logan. Por um momento, senti um pouco de medo, mas me segurei. Pensei até em fazer a pergunta mais idiota do mundo: Alguém está aí? Aquele cheiro de cachorro molhado andava me perseguindo, será que alguém estava me vigiando? Provavelmente, afinal, havia matado muitas pessoas em Mystic Falls durante o fim de semana. Matar era necessário, essa era a verdade. Precisava sobreviver, por isso fazia isso. Cruzei os meus braços e andei até a picape que havia roubado algumas semanas atrás. Tirei a chave do bolso, abri a porta, liguei o veículo e depois fechei a porta. Naquele momento, iria achar aquilo que mais precisava: anel lápis-lazuli.

Não estava muito preocupado com o cheiro de cachorro, talvez só fosse algum animal ou alguém tentando me dar um susto. Comecei a dirigir o carro pela estrada. Tinha que achar a Floresta que Logan tinha dito, lá, acabaria dando de cara com algumas bruxas que poderiam me ajudar com o anel que me deixaria andar durante o dia. Parei na beira da estrada e desliguei o carro, olhando ao redor em seguida. – Se for pra morrer, não será hoje. – Murmurei para mim mesmo. Pelo que havia passado, era considerado um sobrevivente. Desci do carro e andei na direção da floresta, adentrando-a. O barulho de passos era muito alto. O cheiro de cachorro adentrou as minhas narinas, fazendo-me franzir o cenho. Aquele cheiro era horrível, será que esse cheiro estava vindo de mim? Não podia ser, afinal, tomava banho todos os dias e usava vários perfumes. Gostava de estar cheiroso para atrair todas as minhas vítimas. Caminhei tranquilamente pela floresta, mas com um pouco de receio de acabar sendo atacado por alguma coisa e que não conseguisse escapar. Olhava ao redor de vez em quando, e parei de fazer isso quando vi uma cabana velha. – Deus me abençoe, valeu por me dar essas velhas. – Agradeci. A casa era formada por uma madeira escura e só havia uma porta. Aproximei-me e abri a porta, fechando quando adentrei o local. O cheiro do aposento era muito ruim, nada agradável. Olhei para o balcão e ergui as minhas sobrancelhas. – Hm... É aqui que eu arranjo o anel que protege os vampiros do sol? – Questionei a senhora que estava ali. Era uma velha de cabelos brancos e um vestido meio escuro. Parecia que ela estava pronta para ir ao velório de alguma pessoa. A senhora apenas assentiu positivamente. – Eu quero um. – Falei animado. Estava bem próximo de poder andar durante o dia, ah, finalmente sentiria a verdadeira liberdade. A senhora andou até os fundos da cabana e depois voltou com uma pequena caixa preta. Revirei os meus olhos e tomei a caixinha das mãos da senhora, abrindo e sorrindo quando vi o anel. – Perfeito. – Entreguei a caixa vazia para a senhora e coloquei o anel no dedo indicador da mão direita. – Quanto custa? – Perguntei calmamente. – Trezentos. – Falou num tom macabro. Tirei o dinheiro do bolso e entreguei para a senhora. Finalmente tinha comprado o anel lápis-lazuli. Virei o meu corpo e saí da cabana.

Corri pela floresta e fui rapidamente para a picape. Abri a porta e liguei o automóvel. Aquilo estava muito estranho, sentia que alguém, ou pior, várias pessoas estavam me seguindo. O motivo? Talvez fosse a morte de algumas pessoas. – Isso que dá fazer merd*. – Resmunguei irritado. Não queria sair de Mystic Falls, ali era o lugar perfeito. Infelizmente teria que lidar com as consequências. Iria consertar tudo aquilo, seria algo rápido e não passaria de um momento bobo e engraçado durante toda a minha vida como imortal. Olhei ao redor mais uma vez e comecei a dirigir, saindo daquela rua vazia e estranha. Talvez a casa da senhorita Pockwood fosse mais segura.

[...]

– Senhora Pockwood? – Bati na porta com mais força. A porta foi aberta rapidamente. A senhora com os cabelos loiros e que utilizava um pijama antigo, estava sorrindo. – Hellioth! Tudo bem? Vamos, entre. – Ela falou num tom doce, pegando as malas que estavam em minhas mãos. A senhorita Pockwood – ou Anna – era uma senhora muito doce. Era gentil e calma, deixava até provar o sangue dela, mas claro que ela estava hipnotizada. Tinha conhecido Anna por causa do meu criado, Victor. Lembrava-me muito bem quando ele tinha pedido para ir para a casa da senhora Pockwood. Ah, quase tinha devorado aquela senhora, mas para a sorte dela, tinha conseguido sobreviver. Ela jogou as minhas malas no sofá de couro que havia na sala. A sala era um lugar meio vazia, tinha apenas um sofá de couro, uma TV de cinquenta polegadas e uma estante cheia de livros. – Como anda a sua vida? Viu Victor por aí? – Perguntei enquanto analisava o ambiente. – Ele sumiu, Hell. – O tom de decepção foi visível na voz dela. – Que pena. – Dei de ombros e bocejei. Estava muito cansado e morrendo de fome. Aproximei-me da senhora. – Vou beber só um pouquinho do seu sangue, ok? Aprendi a me controlar. – Vi um sorriso iluminado nos olhos da senhora que já tinha sido hipnotizada por Victor. Cravei as minhas presas em seu pulso e senti o sangue escorrer pelos braços da mesma. O líquido avermelhado descia pela minha garganta, e assim, satisfazia aos poucos a minha sede. A senhora gemeu baixinho, então, parei de drenar a bebida que me saciava. Limpei os meus lábios com a palma da mão direita e respirei fundo. – Olha... Vou descansar, e recomendo que faça isso. – Encarei os olhos da mesma e sorri. – Quero que durma e só acorde daqui a dois dias. – Ela fez um movimento com a cabeça e subiu as escadas da sua casa, indo, provavelmente, para o seu quarto. Peguei o controle da TV e liguei o objeto eletrônico. Estava muito cansado e precisava dormir, mas o medo era muito grande. Deixei um bocejo escapar dos meus lábios. – Hora de dormir. – Resmunguei e deixei a televisão ligada. Subi as escadas e andei até o meu antigo quarto, que na verdade, era um porão. Aquele aposento tinha sido criado por Victor, mas sabia que ele não poderia levar todas as coisas luxuosas para aquele lugar.

As lembranças do início da minha segunda vida voltaram, como se fossem uma bala atingindo a minha alma – como se eu tivesse uma. Lembrei-me dos pesadelos que tinha todas as noites, de quando precisava de Victor para me acalmar para que não matasse Anna. Mexi a minha cabeça e adentrei o porão. Havia apenas uma cama e mais nada. Fechei a porta e acendi a pequena lamparina automática que havia por ali. Andei até a minha cama e em seguida, deitei-me. Fechei os meus olhos, rendendo-me aos sonhos... Sonhos que jamais seriam realidade e que estavam bem longe de serem alcançados por um monstro como eu.

[...]

Os raios solares atravessaram a pequena janela do porão e me fizeram acordar. – Que... Coisa. – Resmunguei irritado. Talvez estivesse irritado por causa do susto que havia tomado. Se não tivesse comprado o anel, já teria morrido queimado, algo que nunca queria sentir. Levantei-me rapidamente e saí do porão. Precisava de um banho. Peguei uma toalha branca e andei até o banheiro, abrindo a porta e trancando-a quando adentrei o local de banho. O banheiro tinha piso de porcelana e paredes branquíssimas. – Essa Pockwood é fina. – Fiz uma careta. Além dos materiais de construção, havia uma pia enorme, feita de madeira cara. O espelho era gigante, como se estivesse em um castelo. Havia uma banheira muito grande, talvez pudesse ter mais outras duas pessoas e ainda caberia mais gente. Tirei as minhas vestes e joguei em cima do balcão, colocando a toalha na porta. Liguei o registro da banheira e respirei fundo, tentando ficar calmo enquanto escutava a água sair da torneira. A ideia de que algum lobisomem estava me perseguindo, ficou bem clara. Talvez eles estivessem tentando me matar, mas todo cuidado era pouco. Não iria embora daquela cidade, de jeito nenhum. Mystic Falls era a minha mais nova e perfeita casa. Aquela cidade era maravilhosa, era... Sobrenatural. Ela era anormal, de forma tão agradável e perfeita.

Quando a banheira ficou cheia, desliguei a tornei e adentrei-a. A água quente me fez ficar mais relaxado. Deixei um pequeno gemido escapar dos meus lábios. Aquele calor era tão bom, tão perfeito. – Isso é... Perfeito. – Sussurrei baixinho. Era como se estivesse voltando para a época que meu pai ainda estava vivo, mas infelizmente, ele tinha morrido, e tudo era por minha causa. – Anna, quero que me traga roupas limpas! – Gritei. Ela disse que traria em breve, então deixei um sorriso satisfeito aparecer em meus lábios. Aquela era a graça de ser imortal, podia ter tudo o que quisesse, quando quisesse e se quisesse. Era ótimo ser poderoso, poder controlar qualquer mortal. Do nada, a imagem de August veio em minha mente. – Droga. – Resmunguei baixinho. Será que o meu “cachorrinho” estava alimentado? Sorri de forma irônica. August era como um bicho para a minha pessoa. Não fazia diferença se morresse ou vivesse, ele não era e nunca seria importante. Peguei o sabonete e passei pelo meu corpo, tirando o resto do sangue da senhorita Pockwood da minha pele. Em seguida, peguei o shampoo e passei pelos meus cabelos, depois deitei dentro da água para tirar o líquido meio castanho. Levantei-me e andei até a porta, pegando a toalha e enxugando todo o meu corpo, até que não sobrasse nem um registro de sujeira. Abri a porta e a dona da casa apareceu, entregando-me as roupas. – Valeu. – Murmurei e fechei a porta do banheiro bruscamente. Vesti a cueca box preta, a bermuda branca e depois a camiseta azul. Fiz uma careta. Não era aquilo que queria vestir, mas como não iria ficar ali por muito tempo, não importava o que iria usar. Abri a porta e joguei a toalha no chão do corredor. – Vem pegar a toalha. – Ordenei e virei as minhas costas, calçando os chinelos que estavam na porta do banheiro. Pelo visto, a senhora Anna fazia o trabalho direitinho, mas para mim não era suficiente.

Desci as escadas e abri a porta. – Volto em... – Parei de falar e engoli em seco quando vi os arranhões na porta de madeira branca. – Mas que... – Franzi o meu cenho. Quem será que estava brincando com aquilo? Os lobisomens, com certeza, seriam mais diretos. Talvez fossem as crianças da vizinhança. – Érh... Melhor não preocupar com isso. – Menti para mim mesmo. Sabia que aqueles arranhões não eram nada legais, mas também não devia ser sinal de perigo. Dei de ombros e respirei fundo. Precisava passear um pouco. Fechei a porta e saí da casa, indo para a cidade.

[...]

Tinha passeado o dia inteiro, e na maior parte do tempo, sentia o cheiro de cachorro molhado. – Que droga. – Resmunguei irritado, tentando ficar calmo. Era noite, uma noite muito bonita, mas digamos que... A situação não era a mesma. A rua pela qual andava era deserta e muito silenciosa. Latidos e urros puderam ser ouvidos. Senti um frio em minha barriga e olhei para todos os lados. – Não pode ter medo, não pode ter medo. – Sussurrei para mim mesmo enquanto seguia em frente. Algumas sombras apareciam do nada, circulavam ao meu redor e em todo o ambiente. Tinha vontade de correr, mas o meu orgulho era maior. Preferia ficar e enfrentar o meu medo. O cheiro terrível de cachorro ficou mais forte, até que... Um grito escapou da minha boca quando tropecei num rapaz todo feio e acabado. – Droga. – Senti a raiva inundar todo o meu corpo. – Vai comprar alguma casa, miserável. – Rosnei e olhei ao redor novamente. Se ainda estivesse vivo – como humano – provavelmente iria desmaiar. Peguei o mendigo pela camisa e olhei em seus olhos. – Saia daqui, e nunca, nunca mais apareça em meu caminho. – Resmunguei. Minha respiração estava ofegante. O mendigo apenas fez um sinal de “positivo” e sumiu. Surgiram mais sombras, e aquilo era terrível. Sentia-me completamente sufocado por todas elas, era como se estivesse sendo levado para algum lugar. Não podia voltar para casa, senão eles iriam me matar junto com a senhora Anna. Estava bem perto de nascer o sol. Tinha aproveitado o dia, a tarde e a noite. Tinha sido maravilhoso. A minha vida mortal podia ter sido daquela forma, mas os meus pais simplesmente me maltratavam. Talvez a minha madrasta não gostasse de mim e ficasse manipulando-o... De vez em quando, sentia-me feliz por acabar com a vida dos dois, mas de vez em quando sentia um peso na consciência.

O sol surgiu e respirei. De repente, ouvi gemidos de dor. Semicerrei os olhos e vi várias jovens batendo em um rapaz que estava no chão. Aproximei-me lentamente, apenas para continuar indo para a minha casa, mas ergui as minhas sobrancelhas quando vi um pouco de sangue no rapaz que apanhava. – Argh... Talvez alguma atitude boa tire esses carnicentos da minha cola. – Sussurrei baixinho e caminhei na direção dos jovens mesquinhos. Eram, em média, cinco deles. – Hey, vocês, bando de mariquinhas. – Sorri de forma fria e andei rapidamente. Todos se viraram. – Vem cá, então, garotinho. – Um deles falou e veio correndo para cima de mim, pronto para dar um soco. Peguei em seu pulso com a mão direita e apertei com toda a minha força, fazendo com que os ossos da mão dele quebrassem. Os outros garotos se aproximaram, então, empurrei o garoto que estava na minha frente e derrubei os outros. – Vou ensinar vocês. – Peguei um dos garotos e olhei em seus olhos. – Tire-os daqui e bata neles com toda a sua força. – O garoto hipnotizado era um grandão forte, e pelo visto, era o mais forte de todo o grupo. O grandalhão levantou e deu um soco em todos eles, então, todos se afastaram, correndo do rapaz grande. O mendigo sangrava e infelizmente, tinha cheiro de cachorro. – Mas... Que porcaria, hein. – Falei para o mendigo. – Apanha por causa de moleques como esses? – Revirei os olhos e levantei-o. – Se eu não estivesse ocupado, iria te levar ao hospital, mas tenho muitas coisas para fazer e... – Olhei nos olhos do mendigo. – Você não pode contar pra ninguém, amiguinho. – Virei as minhas costas e continuei andando. Tinha mais coisas para fazer, tinha que acabar com aquilo que estava me atrapalhando: os lobos.

[...]

Abri a porta de casa e olhei para os arranhões. – Isso vai passar. – Dei de ombros e fechei a porta. Não tinha nenhum barulho naquela casa, será que a senhora Pockwood ainda estava dormindo? Bom, tinha hipnotizado ela para dormir dois dias. Pelo visto, meu talento para hipnose estava forte, talvez devesse continuar provando sangue humano. A televisão estava ligada e ouvi algo que se referia á lua. – Opa. – Corri até o sofá e sentei-me, olhando fixamente para a TV. A lua duraria mais tempo por causa dos fatores físicos e naturais. Fechei os meus punhos, furando o sofá de tanta raiva. – Que. Ódio. – Rosnei irritado. Iria morrer, com certeza. Eles sabiam onde eu morava, lugares que frequentava e todas as coisas desse gênero. Se saísse da cidade, me seguiriam. A minha vida estava piorando cada vez mais. Teria que achar um novo local como refúgio, então, a imagem da floresta veio em minha mente. – Isso. – Sorri animado. Ainda tinha chances de sobreviver, e com certeza tentaria tudo. Não seria morto por causa de lobisomens idiotas. Corro até o porão e pego todas as minhas vestes, e além disso, roubo algumas caixas de cigarro e um isqueiro da idosa Pockwood. Ela não precisaria daquilo, e se fosse para ser caçado, mataria alguém antes de ter chances de morrer. Ajeitei todas as minhas coisas e joguei na traseira da picape.

Depois de guardar tudo, adentrei a casa e peguei todos os líquidos que possuíam álcool e joguei por boa parte da casa. Anna Pockwood finalmente encontraria a paz, ou não. Ela morreria enquanto dormia, não sentiria dor, talvez, lá no fundo, tivesse ajudando aquela senhora. Estava fornecendo algo que nunca havia fornecido: uma morte lenta e calma, onde aquela moça que havia me dado abrigo, nunca mais sentiria dor. Não serviria mais como uma bolsa de sangue ambulante. De um lado, estava fazendo um favor enorme, de outro, estava matando uma pessoa inocente. Para mim não importava. Só não queria que aquela velha pudesse atrapalhar nos meus planos. Peguei um fósforo e risquei, afastei-me lentamente da casa, e antes que o fósforo apagasse, joguei com toda a minha força para dentro da casa. O fogo se espalhou pelo sofá de couro, e depois disso, simplesmente entrei na picape e fui para a estrada. Naquele momento só me preocupava com uma coisa: sobreviver. Tinha que tomar cuidado com qualquer pessoa ou qualquer coisa que pudesse me prejudicar. Olhei pelo retrovisor e vi a casa pegando fogo. Tirei o meu celular do bolso e telefonei para os bombeiros. – Casa pegando fogo. – Foi a única coisa que falei. Abri a janela e joguei o celular no meio do mato.

[...]

A picape estava bem longe dali, para que nenhum lobo pudesse me localizar. Estava com o cigarro e o isqueiro em meu bolso, e do meu lado estava a mochila com as minhas vestes. Não era um lugar agradável para dormir, mas infelizmente, não tinha muita opção. As criaturas amaldiçoadas não me encontrariam por ali. Fechei os meus olhos por um momento. Queria apenas dormir e depois voltar para a minha casa. Sentia o cansaço sumindo, como se causasse uma leve sensação de voo. Era como se estivesse quase dormindo, e ao mesmo tempo, estivesse acordado. Era uma situação muito estranha. Um uivo altíssimo me fez abrir os olhos rapidamente. – Eles não vão me... – Levantei-me rapidamente e parei de falar. O barulho de aves fez com que eu sentisse uma leve dor nos ouvidos, mas parou rapidamente. Um silêncio anormal foi estabelecido no local e deixei um suspiro de alívio escapar. Os meus sentidos ficaram mais aguçados, então pude ouvir galhos se quebrando do lado direito, depois foi para o esquerdo e... Todos os lados. Estava encurralado. – Filhos da put*. – Falei. Os rugidos vinham de todas as direções basicamente. Será que conseguiria escapar daquela situação? Ah, uma coisa que tinha aprendido era como “viver” em situações como aquela. Olhos amarelos vão se revelando, saindo dos arbustos e de trás das árvores. Será que eles faziam aquilo com outros vampiros? Se fizeram, era um trabalho bem planejado. Tinha que confessar uma coisa: eram bem organizados. Se morresse naquele lugar, ninguém sentiria a minha falta. Com certeza escolhiam as suas vítimas, e infelizmente, tinha sido escolhido.

Do nada, um lobo negro sai do mato e avança sobre mim. Tentou me morder várias vezes, mas por sorte, consegui desviar. Não era o meu dia de sorte. Juntei toda a minha força e dei um soco forte no estômago da criatura lupina, mas era um golpe que apenas afastaria aquele ser nojento e fétido. Por sorte não tinha nenhum sinal de mordida, algo que me deixou um pouco mais aliviado. Pelo menos tinha recebido algo bom: sem sinais de lobisomens. O lobo vai para longe, roda e depois de um tempo se levanta. Ele rugiu de forma bruta, como se fosse um animal da África – o leão. – Que miséria. – Resmunguei. Outros quatro lobos começaram a avançar. Não iria ficar parado naquele lugar, então virei o meu corpo rapidamente e comecei a correr. Durante esse trajeto, tive que dar vários socos, já que essas criaturas estavam bem próximas de mim. Havia alguns espinheiros na minha frente, então simplesmente fechei os olhos e passei por baixo, rasgando a parte de trás da minha camiseta. Mais adiante, acabei escorregando sem querer, então outra parte da minha camisa rasgou. Gemi baixinho quando uma pedra acabou cravada em minha mão. Arranquei-a enquanto corria e joguei na direção dos lobos, mas sabia que aquilo não me tiraria da morte certeira. Continuei correndo... Correndo muito, até que parei. Um precipício. Bufei, frustrado. Será que a natureza estava querendo me ver morrer? Lutar ou pular? Se pulasse, provavelmente levaria dias para sair do precipício... Se lutasse, tinha chance de sair vivo. O lobo negro apareceu novamente, então dei um soco muito forte em sua face, jogando-o para trás. O mesmo avançou em minha direção e quase acabei caindo no precipício, e para não cair naquele imenso buraco, tive que fazer muita força – ao ponto de quebrar a perna – e subir. – Argh. – Gemi de dor quando a criatura me pegou desprevenido: pulou em minhas costas. A minha perna doía muito. O hálito do lobo era quente, e podia sentir aquele calor em minha nuca. Algum líquido gosmento descia pela minha bochecha esquerda. Será que iria morrer? Infelizmente, meus esforços tinham sido em vão, pelo menos era o que parecia naquela situação.

Um som veio do arbusto mais próximo e senti as lágrimas embaçarem a minha visão. Mais outro para acabar com a minha vida? Não, não era justo. Estava em plena e completa desvantagem. Um lobo cinza sai de cima de mim e joga o lobo escuro para longe de mim. Usei as minhas duas mãos para ficar apoiado no chão, como se estivesse apoiado. A minha perna quebrada iria se recuperar em breve, sabia muito bem disso. O lobo cinza mordia o preto, mas parecia que o lobo preto estava em vantagem. O lobo que havia me ajudado tinha caído no chão, com muito sangue na região do pescoço. – Não. – Arregalei os meus olhos, sentindo uma lágrima escorrer pela minha face. Não era justo. Procurei pelo outro lobo e senti alívio quando o vi no abismo. Não tinha jeito de ele escapar, ah, eu queria fazê-lo sofrer. Olhei para o meu salvador novamente e encarei os olhos do mesmo, depois analisei os ferimentos que ele já tinha antes da batalha e aquele cheiro estranho. Parei para processar tudo e do nada, veio a imagem do mendigo que havia salvado. – Meu... Deus... – Tinha vontade de chorar com aquilo. Aquele mendigo tinha me ajudado, ele... Tinha me ajudado e estava morrendo, por minha causa. – P-Por favor... Não morra... – Implorei para o salvador. Alguns gemidos começaram e percebi que todos os lobisomens estavam voltando ao normal. Aquela era a hora da doce e perfeita vingança. Levantei-me e limpei as lágrimas, olhando para o lobo que tinha tentado me matar. – Quero que você sofra no inferno. – Pisei em sua pata com toda a minha força. Sorri de forma doce quando o barulho de ossos inundou o local. Tirei o meu pé e vi o lobo cair para dentro, cada vez mais dentro, daquele precipício. Tirei a minha camiseta e coloquei no pescoço do meu salvador – que já estava na forma humana. – Calma... Calma... – Sussurrei. Ele estava pelado, algo que me fez ficar levemente vermelho. Olhei para os outros lobos e sorri de forma fria. Eles iriam morrer sofrendo, e talvez, pudesse mandá-los para o inferno, junto com o outro lobo. Peguei o meu salvador e coloquei-o em meu ombro. – Fique quieto. – Ordenei. Tirei todos os cigarros da minha caixa e acendi um por um. Aproximei-me mais um pouco daqueles seres cruéis – lobos – e joguei todos os cigarros na grama, arbustos e árvores. – Tenho que ir. – Fui correndo para a picape. Coloquei o lobisomem no passageiro e entrei no banco do motorista. – Bom, não posso te levar para o hospital, lobinho. – Bufei irritado. O que iria fazer? Ele estava com a minha camiseta na área do pescoço, o que iria diminuir o sangramento.

Será que a vida desse mendigo tinha sentido? Bom, não sabia. Ele ainda estava nu, tinha que arranjar alguma roupa urgentemente para ele. Eu, também, estava só de calça e sapatos. Olhei pelo retrovisor da picape e pude ver que havia muita fumaça para trás. Bom, uma matilha assassina não faria falta. Estavam mortos e tudo tinha saído com sucesso. Parei a picape no meio da estrada. – Olha, deixe-me ver o seu ferimento. – Desci do carro e fui até a porta do motorista, abrindo-a e tirando a camiseta do pescoço do mesmo. Levei as minhas mãos até a cabeça dele. – Deixe-me ver se tem algum machucado por aqui. – Ergui as minhas sobrancelhas e do nada, quebrei o pescoço do mesmo. – Lamento... Eu estou te fazendo um favor. – Sussurrei para o cadáver do meu salvador e peguei o corpo, jogando-o dentro da mata mais próxima. Voltei para a picape e liguei o veículo, saindo dali e indo para a casa de Logan, como se nada tivesse acontecido.



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MensagemAssunto: Re: Hellioth Vendramini Pylae Sex 21 Mar 2014 - 10:51

Avaliação


→ Boa narração dos eventos que precederam a missão em si, geralmente as introduções são curtas apenas para ambientar a história, mas você trabalhou bem com a sua. Outro ponto curioso foi a relação do personagem com seu "salvador", passou-me uma instância de relação entre sagrado-profano dentro de um único char, por um momento pensei que teria certa compaixão ou amizade pelo homem que te salvara, mas no fim revelou o lado assassino sob o discurso que só há salvação na morte.

→ Adquiriu um anel de lápis-lazúli.

→ A missão ficou muito boa, portanto encontra-se APROVADA. Novo nível: 4



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