Vampires Diaries RPG
Se perca em um mundo desconhecido, cheio de mistérios, magias e perigos. Uma pacata cidade que esconde em suas avenidas histórias inimagináveis. Onde a morte, que outrora era a única certeza da vida, se torna tão duvidosa quanto os pensamentos distintos que todos escondem em seu subconsciente. Seres sobrenaturais vagam naturalmente no meio dos humanos, em uma rotina nada normal. E segredos são descobertos a cada instante.
Venha conhecer a cidade mais surreal dos Estados Unidos, Mystic Falls.

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Gaspard Lefford

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Gaspard Lefford

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MensagemAssunto: Gaspard Lefford Qua 10 Jul 2013 - 12:43


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Gaspard Lefford

Encontro

O ocaso já brilhava no horizonte, em tons de amarelo e magenta, quando o anão de meia-idade se esgueirava quase imperceptivelmente no bosque que rodeava a cidade de Mystic Falls. Aparentemente frustrado, Gaspard vagava seu olhar curioso pelas nesgas de luz que fluíam por entre as árvores, como quem procurava por algo.

A verdade é que o pequeno Lefford  procurava pela recém construída sede d'O Coven, e as coordenadas diziam que estava chegando perto. Em contrapartida, o dilema estava no fato de um bruxo adulto estar perdido na cidade mais sobrenatural da América, buscando por uma mansão absurdamente desproporcional à sua altura no meio da mata.

Gaspard parou à sombra de uma árvore absurdamente longa, estreitando os olhos para focalizar a visão mais à diante. Foi quando uma figura totalmente inusitada entrou em seu campo de visão: um senhor de aparência mirabolante, trajando roupas excessivamente sóbrias para o ambiente. Seu olhar permaneceu vidrado no anão à medida em que se aproximava, mostrando um sorriso fraco em seus lábios enrugados.

Saudações, irmão. — uma voz áspera e melodiosa fluiu da boca do ancião, que parou diante do homem menor. — Trago-lhe boas novas.

Hm... Saudações. — respondeu Gaspard com certo receio na pronúncia, acentuando as sobrancelhas douradas e espessas — Me daria a honra de uma apresentação?


O velho afastou os ralos cabelos grisalhos dos olhos, pestanejando de modo exagerado. Pigarreou antes de falar.

Isso não é importante, meu caro. O importante é o que venho lhe propor, e aqui vai: conceda-me um favor, e far-lhe-ei um maior em troca.

Pois diga-me do que se trata, e, caso esteja ao meu alcance, terei o prazer de ajudá-lo. — mesmo hesitante, o anão já apresentava uma pontada de curiosidade.

Sábias escolha, rapaz. Pois bem... nessas terras mágicas em que pisamos, existem exemplares minerais um tanto quanto peculiares, estes, fontes de meus estudos. — o ancião tocou o ombro do bruxo Lefford, vagando o olhar pelo perímetro. — Preciso que encontre uma dessas pedras para mim, e será muito bem recompensado.

A essa hora, o sol poente já havia dado lugar à lua cheia, que pouco iluminava o breu daquele bosque. Gaspard guiou a mão até a altura do peito, e ali se formou uma chama dourada bruxuleante, que inundou em luz toda uma área de cinco metros quadrados.

Fazer fogo já fora o ponto fraco do anão, que, há pouco tempo atrás, deixava pequenos incêndios por onde quer que passasse. Mas, depois do ritual que ligara o novo Coven da linhagem, o elemento se tornara de fácil manuseio, devido à disciplina que habitava o sangue Lefford.

E que recompensa seria essa? — sentia o olhar do velho em sua palma flamejante, mas optou por imitar seu gesto anterior, passando o olhar pelo matagal.

Poder. — o modo como o estranho falou fazia parecer que ele sabia a influência que aquela palavra específica tinha sobre seu atual colega; o sorriso fraco voltou a adornar-lhe os lábios.

Agora está falando a minha língua. — o meio-homem já se adiantava por entre as árvores, mas voltou-se para o estranho depois de alguns passos. — Espero que não esteja brincando comigo, senhor. — As chamas ganharam intensidade e dançaram na altura de seu rosto, acompanhando o enrijecer gradual da sua voz.

Não se exalte, meu caro. Lhe garanto que terá sua recompensa. — o aliviar da expressão de Gaspard provara que as palavras brandas do ancião lhe passavam confiança. — Mas lembre-se:  a pedra que procura é naturalmente lapidada, mas não brilha. Você a encontrará sob as raízes de uma azinheira.

Passaram-se alguns segundos para que o Lefford absorvesse as informações, e assim partiu novamente a bambolear por entre as árvores, deixando apenas um aceno da cabeça para o estranho velho.


Floresta


Caminhou por mais de dez minutos sob a luz do archote improvisado, até parar num pequeno intervalo entre as árvores. Arrastou os pés num semicírculo, olhando ao redor em busca de um vislumbre da tal azinheira.

Sem sucesso, o anão bufou pesadamente, tentando relaxar. Sua concentração vagou além do corpo, enquanto seus olhos se fechavam lentamente. A resposta veio quando a chama dourada na palma de sua mão fraquejou ligeiramente, e uma brisa repentina açoitou-lhe o corpo, vinda do leste.

Não precisou caminhar muito naquela direção para que a fagácea surgisse diante de si, um pouco isolada das demais árvores. De copa arredondada, seus galhos se desdobravam horizontalmente, cobrindo quase toda a pequena clareira que ocupava. Gaspard seguiu até o tronco da robusta árvore e apalpou a casca seca com a mão livre das chamas.

Que tal me mostrar uma dessas pedras misteriosas, huh? — brincou em tom de súplica, torcendo os lábios tristemente. Nada. — Pois bem, vai ser do jeito difícil.

Sentia-se um tanto quanto imbecil falando com aquela árvore, então decidiu por apelar para as armas que tinha — ou que não tinha. Esfregou as mãos uma na outra até que as chamas se desfizessem, tomando fôlego. Tornou a concentrar-se, apenas estreitando os olhos dessa vez. Segundos mais tarde, carregava uma pá de alumínio proporcional ao seu tamanho, onde antes havia apenas o calor do atrito das palmas.

Finalmente o meio-homem pôs a cavar, experimentando uma investida diagonal para que não ficasse preso na própria "cova"; não seria preciso um buraco muito profundo para prender alguém da sua estatura. "Se ao menos tivesse aprendido a Decadência com Saphira.", resmungava em meio ao trabalho, imaginando o quão fácil seria a tarefa com a ajuda das disciplinas avançadas d'O Coven enquanto arremessadas grandes quantidades de terra por cima dos ombros.

O que mais cedo fora um anão vestindo roupas antiquadas, tornara-se uma criaturinha rabugenta coberta de terra, que insistia na árdua tarefa de cavar entre as raízes da maldita azinheira. Os golpes de sua pá se tornavam cada vez mais ríspidos, refletindo sua impaciência.

Já estava perto da desistência, quanto um dos golpes da pá acarretou no desprender de uma pedra, esta que caberia na palma da sua mão, se não tivesse caído com tudo sobre seu pé calçado por botas de combate infantis. Engoliu uma praga ao curvar-se para recuperar a pedra, suspirando de alívio ao constatar sua semelhança com a descrição dada pelo estranho ancião.

Desajeitado, Gaspard arrastou-se para fora do buraco, espalhando mais alguns bocados de terra pelo seu corpo. Não parecia dar a mínima. Abandonou as raízes expostas da azinheira e a pá criada por si mesmo, e saiu coxeando pelo bosque pelo mesmo caminho em que viera. A mão que não carregava a preciosa pedra brilhava com uma fraca chama dourada, que iluminava o trajeto.


Entrega


O anão maltrapilho, quase irreconhecível, respirava pesadamente e mancava mais que de costume quando finalmente retornou ao local em que se encontrara com o misterioso ancião — depois de um ou outro desvio no caminho. O velho o aguardava na mesma posição, e tornou a mostrar aquele fraco sorriso enrugado ao reconhecer a pedra em suas mãos.

Aqui está a bendita pedra. — pronunciou o Lefford, entre arfadas, oferecendo a pedra fosca ao estranho, que não demorou em recebê-la.

Muito bem feito, meu caro! Muito bem feito! — maravilhado, o ancião rolou a pedra entre os dedos, mostrando um estranho brilho nos olhos que não tinha relação nenhuma com a chama na palma de Gaspard, que àquela altura já não mantinha o brilho.

Passou-se um breve espaço de tempo até que o estranho voltasse a dedicar sua atenção ao seu ajudante. Com um sorriso de gratificação — mais largo e sincero que o corriqueiro —, ele balbuciou alguns versos em latim, gesticulando a mão vaga para o anão diante de si.

Ao fim do encantamento, não havia mais dor, fadiga ou cansaço. Apenas o bom e velho, porém sujo, Gaspard Lefford. Havia também aquela energia extra, que tocou-o como uma explosão de adrenalina, despertando sua hiperatividade há muito em hibernação.

Bom negociar com você, meu caro. — o velho replicou um aceno da cabeça e se esgueirou para as sombras, deixando para trás um bruxo confuso, extasiado e coberto de terra, que, revigorado e algumas horas atrasado, retomou a busca pelo tão estimado Château Lefford.

ENCERRADO

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