Vampires Diaries RPG
Se perca em um mundo desconhecido, cheio de mistérios, magias e perigos. Uma pacata cidade que esconde em suas avenidas histórias inimagináveis. Onde a morte, que outrora era a única certeza da vida, se torna tão duvidosa quanto os pensamentos distintos que todos escondem em seu subconsciente. Seres sobrenaturais vagam naturalmente no meio dos humanos, em uma rotina nada normal. E segredos são descobertos a cada instante.
Venha conhecer a cidade mais surreal dos Estados Unidos, Mystic Falls.

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Trudie Bowlturn

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MensagemAssunto: Trudie Bowlturn Qua 20 Nov 2013 - 18:12

Missões


Encontro


Estico o meu braço diante dos meus olhos, verificando o relógio de pulso. Faltam poucos minutos para as quatro horas da tarde. Inspeciono a floresta de salgueiros ao meu redor com os olhos semicerrados, em busca de algum sinal de atividade sobrenatural. Minha expectativa pode parecer inútil na perspectiva de um caçador iniciante, mas esse é o rótulo menos cabível para mim. Conheço bem os hábitos alimentares dos vampiros dessa cidade. Em Mystic Falls, há muitas pessoas que tem lembranças sobre ocorrências de natureza mística, portanto os vampiros daqui procuram ir contra os mitos característicos dessa raça, como a sua suposta impossibilidade de andar à luz do sol. E a fauna exuberante está mais exposta durante esse período do dia, portanto é o momento perfeito para caçar. Com esse pensamento, prossigo a minha caminhada. Insiro a mão no bolso do jeans, resgatando algumas balas de madeira dali. Enquanto realizo a contagem da munição, sinto os raios de sol incidirem mais forte sobre mim e levanto a cabeça, percebendo que acabo de entrar numa clareira. E não estou sozinha.

Detecto facilmente uma silhueta pequena na outra margem da clareira, estimando que há seis metros de distância entre nós. Trata-se de uma garotinha de aspecto malcuidado, tendo em vista a sujeira em sua roupas e a desordem da sua cabeleira loira. Porém, tudo isso passa despercebido após uma breve olhada em seus olhos. Ambos apresentam uma coloração vermelha, tão horripilantes quanto os olhos de um vampiro adulto. Fico um tanto surpresa com a rapidez com a qual associei aquela criança a um sanguessuga desprezível. De fato, a semelhança na cor dos olhos é inegável, mas há fatores que vão contra isso. Por exemplo, no estado de choque em que estou, nem me ocorreu camuflar as balas de madeira ou colocá-las na minha glock, então elas estão expostas à menina. Caso ela fosse uma vampira, teria optado entre me atacar ou fugir. Pelo menos, é o que eu sei sobre os instintos de criaturas transformadas nessa faixa etária. Eles não sabem dissimular com tanta perfeição quanto os mais experientes e tem maior dificuldade em controlar sua sede. Sendo assim, decido me aproximar dela.

Antes, havia um toque de fúria e frustração em seu rosto, mas ela agora tenta camuflar essas emoções com um sorriso convenientemente ingênuo e com ar de meiguice. De fato, aquela criança não me inspira muita confiança, mas existe algo convidativo em seus olhos, até um pouco hipnotizantes. Tento repreender uma careta ao sentir um cheiro de cadáver, supondo que ele tenha origem nas flores que a menina está portando. Quando estou a poucos passos dela, sua boca se abre, e a voz que sai dela é um tanto enrolado que preciso de alguns segundos para processar o que ela diz.

- Ah, que bom que você apareceu! Eu estou perdida. Vim até a floresta para pegar algumas flores com meus irmãos e acabei me afastando demais deles. Você pode me ajudar a achar o caminho para casa?

Entrega


O tom persuasivo que ela consegue colocar em sua voz é irresistível, além de ser muito cruel da minha parte negar ajuda a uma criança perdida. Faço que sim com a cabeça e peço detalhes sobre o local onde ela mora. A menina faz a descrição de um vilarejo localizado na encosta de um morro de baixas proporções, detalhando a arquitetura das casas e alguns pontos de referência. Peço que permanece onde está e estudo os salgueiros em volta de nós, medindo-os apenas com o auxílio do olhar. Dou início a uma escalada naquele que julgo ser um dos maiores e mais propícios para ser escalado, cautelosa para com os galhos que escolho como suporte. Ao alcançar um ponto onde as copas dos outros salgueiros ficam para baixo, vislumbro o horizonte em volta. E lá está o povoado descrito pela garotinha. Consigo até identificar uma igrejinha que ela alertou ser a melhor construção daquele perímetro. De fato, a distância até lá não é muito grande, o que me faz questionar como ela conseguiu se perder. Mas só então me dou conta de que a simetria dos salgueiros e a escassez de outras espécies de árvores podem ser suficientes para confundi-la.

Desço a árvore e, após um segundo de hesitação, ofereço a mão para a criança, andando com ela para fora da clareira. Tento ao máximo seguir em linha reta, mas a natureza parece conspirar para que eu também acabe perdida ali. Contudo, sinto-me mais convicta ao notar que os animais, antes facilmente vistos por andarilhos, agora começam a rarear. É sinal de que há supostos predadores por perto, o que me deixa esperançosa em encontrar a vila. Em meio ao leito de folhas de salgueiro que cobre o chão, acho uma pegada. Sua profundidade me deixa confiante, pois é sinal de que é recente, embora a terra esteja um tanto ressecada, mas talvez seja o efeito do sol forte da tarde. Sigo de acordo com a direção indicada pela pegada, tentando não demonstrar meu desconforto para com o cheiro exalado pelas flores. A garotinha prova ser de grande utilidade ao apontar suas árvores favoritas e até alguns esconderijos, indicando que estamos indo pelo caminho correto. Por fim, a floresta dá trégua, revelando o perímetro ocupado pelo tal vilarejo. Estou a ponto de atravessá-lo quando sinto a mão da garota me puxando para o lado.

- Eu disse que havia um vilarejo, não que eu morava nele. - ressalta ela em tom cansado, ainda com a voz um tanto distorcida. Sem demonstrar resistência, deixo que ela me guie pela periferia do povoado, cogitando a ideia de deixá-la por conta própria agora que ela parece conhecer o caminho. Porém, já está escurecendo e, agora que dou uma boa olhada em volta, vejo que estamos entrando numa espécie de pântano, onde a falta de luz é ainda mais acentuada. Ainda não soa adequado abandoná-la por aqui, nesse local sinistro. Enfim alcançamos o que, aos meus olhos, um dia fora um riacho, mas acabou sendo substituído por um lamaçal tão profundo e traiçoeiro que tornou-se necessária a instauração de uma ponte de madeira, que conecta ambas as margens do extinto rio. Do outro lado, há uma forma um tanto difusa, e preciso estreitar os olhos para que ela entre em foco. Nada mais é do que uma casa em estado deplorável, cujas vidraças das janelas estavam quebradas, a pintura danificada e com a notável ausência de algumas telhas. A menina acelera o ritmo do seu andar, iniciando a travessia da ponte, mas sinto que cheguei ao meu limite de risco. Livro-me da sua mão e informo que preciso voltar, pois já está muito próximo de escurecer. Ela parece refletir por um instante, olhando para mim e para a casa inúmeras vezes, até que estende uma das flores que trouxe consigo da floresta, abrindo um novo sorriso, desta vez com uma conotação real de gratidão.

- Cheire. - sugere ela com aquele seu tom autoritário. Ansiosa para me ver livre daquela estranheza toda, aspiro o odor desagradável daquela flor. Inesperadamente e imediatamente, sinto os efeitos daquela atitude em meu corpo, o qual parece estar bem mais revigorado. Agora me sinto bem mais disposta a reconstituir o caminho de volta à cidade. Com um aceno para a garotinha, caminho na direção oposta à casa, prometendo a mim mesma não ir mais naquela direção.
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